A vastidão do universo em versos

A poesia do paulista Marcelo Adifa percorre o cosmo e o cosmonauta.

Nasce de um processo semelhante a de um astro celeste, a partir da fragmentação da matéria interestelar em moléculas-vocábulos, mas também é o homem centrado na totalidade das próprias emoções, que não se refletem.

A quem se fizer estrela versa, em poemas de força simbólica, sobre o corpo do tamanho de um universo, em que o subjetivo e o material se harmonizam para protagonizarem uma viagem pelo espaço transcendental, anímico. “Da matéria/as estrelas, areias/o homem que jaz/coberto de luzes”

Adifa consegue capturar o vasto e o íntimo com mesma sensibilidade, relatando os mistérios da vida que nos cercam e a natureza humana, decifrada em seus desejos, suas angústias e suas verdades. “Sendo amor uma estrela é pouco/pois de luz se faz um universo todo/e no descortinar da noite gritam/aqueles que só precisam do aceno/da manhã seguinte, a que sorri”.

Um livro que almeja ser grande e consegue.

***

Livro: A quem se fizer estrela

Editora: Penalux

Avaliação: Muito bom

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s